O ENEM, diferentemente de outros vestibulares, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), um algoritmo que auxilia a banca a identificar se o candidato acertou determinada questão porque de fato sabia ou porque “chutou”. Isso só é possível porque a TRI avalia o padrão de acertos e erros do candidato, considerando que há questões fáceis, médias e difíceis na prova.
Dessa forma, a nota final do participante não depende exclusivamente do número de acertos, mas do nível de dificuldade das questões que acertou e também das que errou. Por isso, duas pessoas com o mesmo número de acertos podem tirar notas diferentes.
Como o nível de dificuldade é definido?
O nível das questões só é determinado após a prova. Uma análise é feita e as perguntas mais acertadas pelos candidatos entram no grupo das mais fáceis, enquanto as menos acertadas são consideradas mais difíceis e possuem maior valor.
Nessa mesma lógica, as questões médias têm, aproximadamente, 50% de acerto e de erro. Por isso, sua pontuação fica entre o valor mais alto e o mais baixo.
Como usar a TRI a seu favor?
O segredo para tirar uma nota acima da média no ENEM é combinar um grande número de acertos com determinada constância ao longo da prova. Isso significa: não errar as questões mais fáceis, encarar as médias e se arriscar em algumas das difíceis.
Como o algoritmo considera um “chute” acertar as mais complexas e errar as mais simples, comece pelas questões fáceis e médias, que possuem mais chances de acerto. Por fim, tente as difíceis sem se preocupar em acertar todas.
Essas questões difíceis são propositalmente mais demoradas e, muitas vezes, contam com grandes enunciados. Por isso, muitos candidatos que insistem nelas em detrimento de outras questões obtêm menores pontuações.
O ideal, portanto, é deixá-las para o final. Se precisar “chutar”, prefira fazer isso nas questões difíceis: errar uma pergunta difícil após manter coerência ao longo da prova não impacta tanto a nota final.
Como identificar o nível das questões durante o exame?
Mesmo sem saber de antemão o valor oficial de cada item, dá para ter uma noção prática durante a prova:
- Fáceis: tendem a ter menos informações, textos menores e alternativas mais concisas — em geral, uma leitura rápida já permite responder;
- Médias: o participante identifica o tema, mas pode esquecer alguma informação ou se atrapalhar em um cálculo ao longo da resolução;
- Difíceis: costumam ter enunciados maiores e muito conteúdo; nelas, muitos candidatos não identificam o tema nem sabem por onde começar.
O que não fazer
- Não perca tanto tempo tentando analisar o nível de cada questão. Se você leu uma vez e entendeu, a pergunta provavelmente tem nível mais baixo;
- Não deixe questões em branco. Receber uma pontuação menor porque o algoritmo identificou um possível “chute” ainda é melhor do que não responder e ficar sem nenhum ponto.
Treine a estratégia antes do dia da prova
Quanto mais você praticar com ritmo de prova, mais fácil fica reconhecer questões rápidas, médias e demoradas sob pressão. No DIMVS, você pode treinar com questões reais do ENEM, resolver por tema e revisar comentários para ganhar consistência — o fator que a TRI mais valoriza.
Fonte: material de orientação enviado ao DIMVS sobre estratégia de prova e TRI no ENEM (Artigo 4).