Ciências Humanas e suas Tecnologias

Questão 59

ENEM 2018 Questão 59

A rebelião luso-brasileira em Pernambuco começou a ser urdida em 1644 e explodiu em 13 de junho de 1645, dia de Santo Antônio. Uma das primeiras medidas de João Fernandes foi decretar nulas as dívidas que os rebeldes tinham com os holandeses. Houve grande adesão da “nobreza da terra”, entusiasmada com esta proclamação heroica.

VAINFAS, R. Guerra declarada e paz fingida na restauração portuguesa. **Tempo**, n. 27, 2009.

O desencadeamento dessa revolta na América portuguesa seiscentista foi o resultado do(a)

Anterior Próxima

Resolução

A questão aborda a Insurreição Pernambucana (1645-1654), um movimento de resistência luso-brasileira contra o domínio holandês no Nordeste do Brasil. Para resolvê-la, é necessário compreender o contexto econômico e social da época: após a invasão holandesa, muitos senhores de engenho contraíram dívidas com os holandeses, que controlavam o crédito e o comércio do açúcar. A decisão de João Fernandes Vieira de anular essas dívidas foi fundamental para conquistar o apoio da elite açucareira local, a chamada 'nobreza da terra'. O interesse econômico dos senhores de engenho, ameaçados pela dominação e cobrança holandesa, foi o principal fator para o início da revolta. Portanto, a alternativa correta é a E.

Comentários por alternativa

  1. A Fraqueza bélica dos protestantes batavos.
    Errada. A fraqueza militar dos holandeses (protestantes batavos) não foi o fator desencadeante da revolta; na verdade, os holandeses eram militarmente fortes e bem organizados na região.
  2. B Comércio transatlântico da África ocidental.
    Errada. O comércio transatlântico com a África Ocidental, embora importante para o tráfico de escravos, não foi o motivo imediato da insurreição em Pernambuco.
  3. C Auxílio financeiro dos negociantes flamengos.
    Errada. Os negociantes flamengos (holandeses) não auxiliaram financeiramente os rebeldes; pelo contrário, eles eram credores dos senhores de engenho e exerciam pressão econômica sobre eles.
  4. D Diplomacia internacional dos Estados ibéricos.
    Errada. A diplomacia internacional dos Estados ibéricos (Portugal e Espanha) não foi o fator direto para a eclosão da revolta, embora o contexto da Restauração Portuguesa tenha influenciado o cenário geral.
  5. E Interesse econômico dos senhores de engenho.
    Correta. O interesse econômico dos senhores de engenho foi o principal motivo da revolta, pois a anulação das dívidas com os holandeses atraiu a elite local, que via seus interesses ameaçados pelo domínio e cobrança dos invasores.

Flashcards

Perguntas pontuais sobre o tema desta questão. Toque no card para virar e use as setas para navegar.

1 / 7
1. O que foi a Insurreição Pernambucana?
Foi um movimento de resistência luso-brasileira contra o domínio holandês em Pernambuco, iniciado em 1645.
2. Qual era o papel dos senhores de engenho na economia colonial do Nordeste?
Eles eram os principais produtores de açúcar e detinham grande poder econômico e social na região.
3. Por que os senhores de engenho estavam endividados com os holandeses?
Porque os holandeses controlavam o crédito e o comércio do açúcar após a ocupação da região.
4. Como a anulação das dívidas influenciou a adesão à revolta?
A medida atraiu a elite local, pois eliminava suas obrigações financeiras com os holandeses, fortalecendo o apoio à insurreição.
5. Qual a relação entre a Restauração Portuguesa e a Insurreição Pernambucana?
A Restauração enfraqueceu a união entre Portugal e Espanha, incentivando movimentos de resistência ao domínio estrangeiro no Brasil.
6. Quais grupos sociais participaram da Insurreição Pernambucana?
Participaram senhores de engenho, camponeses, indígenas e escravizados, todos com interesses variados.
7. O que aconteceu com o domínio holandês após a Insurreição Pernambucana?
Os holandeses foram expulsos do Nordeste brasileiro em 1654, restabelecendo o controle português na região.