Reta Final ENEM

Ética e Moral

Reta Final ENEM · Aula 2 de 78 · Filosofia

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Resumo da aula

Ética — conjunto dos valores: respeito, justiça, coragem, lealdade, honestidade. No ENEM, Filosofia não cai como conteúdo decorado, mas em contexto: a prova traz uma citação de filósofo e pede que você interprete a situação dentro do texto. Moral — a prática dos valores, o modo como cada sociedade e cada época vivencia esses princípios. O mesmo valor "respeito" era vivido de um jeito no almoço de domingo de antigamente e de outro hoje, com celular à mesa. Ética e moral NÃO são sinônimos — pegadinha clássica. Ética socrática — ninguém pratica o mal de forma voluntária: quem age mal ainda não conhece a virtude, está na ignorância. "Conhece-te a ti mesmo": para ser justo, é preciso conhecer a justiça. Ironia (reconhecer a própria ignorância, o "sei que nada sei") + maiêutica (dar à luz ao conhecimento que já está em nós). Aristóteles (ética da virtude) — tudo o que existe tem uma excelência: a do relógio é marcar a hora; a do ser humano é ser ético, buscar a felicidade (eudaimonia). Felicidade = ética = excelência nas ações, e é o fim último, não um meio. Ninguém nasce ético: a virtude é hábito, treino constante. Justa medida: o virtuoso fica no meio entre dois vícios, o do excesso e o da falta. A ética aristotélica liga-se à virtude, não ao prazer imediato — das teses mais cobradas. Kant (ética do dever) — como ser ético independentemente de cultura, religião ou educação? Pela razão, que reconhece a lei moral universal. "Age de modo que tuas ações se tornem lei moral universal": se não quero que façam comigo, não faço com os outros. O que vale é a intenção e o dever, não a recompensa. Utilitarismo (Bentham e Stuart Mill) — o avesso da ética do dever: o correto é resultado de um cálculo moral, das consequências que geram a maior felicidade para o maior número de pessoas. Exemplo do professor: o helicóptero salva o médico em vez de quatro pessoas, porque com a medicina ele salvará muitas outras. Kant = intenção e dever; utilitarismo = consequências. Nietzsche — o "destruidor dos sistemas morais": crítico de toda moral que se pretende única e universal, em especial a moral cristã, que ensinaria fraqueza, obediência e ressentimento. Cuidado: Nietzsche não é antiético — ele propõe outros valores, os da superação, que tornam o homem forte. Hans Jonas (ética da responsabilidade) — "age de modo que os efeitos de tua ação sejam compatíveis com a permanência de uma vida autenticamente humana na Terra". Hoje é o filósofo mais cobrado em questões de meio ambiente, tecnologia e gerações futuras: mudanças climáticas, IA, engenharia genética, sustentabilidade. Bioética — expansão da ética para dilemas contemporâneos: início e fim da vida, uso de canabidiol, tecnologia. O ENEM adora conectar as teses clássicas a esses temas atuais.