Reta Final ENEM

Filosofia Antiga (Sócrates, Platão e Aristóteles)

Reta Final ENEM · Aula 33 de 78 · Filosofia

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Resumo da aula

Do mito ao logos — antes da Filosofia, os gregos se orientavam pela mitologia: explicações fantasiosas, mas que cumpriam bem o papel de guiar a existência. Com comércio, política, arte e contato com outros povos, o grego se racionaliza e o mito perde força para o logos (palavra racional). Pegadinha número 1 do ENEM: a Filosofia NÃO elimina o mito — ele perde força, mas não desaparece; nada que durou séculos morre da noite para o dia. Sócrates — não escreveu nada: quase tudo que sabemos dele foi escrito por Platão, em forma de diálogos. Acreditava que o objetivo do ser humano é conhecer a verdade: para ser virtuoso, é preciso conhecer a virtude — "conhece-te a ti mesmo". Método socrático — dois tempos: ironia — perguntas que levam o interlocutor a reconhecer a própria ignorância ("sei que nada sei") e a abandonar os falsos saberes; maiêutica — dar à luz, "parir" o conhecimento que já está em nós. Pegadinha: Sócrates não oferece respostas prontas — pelo diálogo, ele conduz o interlocutor à construção do próprio conhecimento. Platão — discípulo de Sócrates. Teoria dos dois mundos: mundo inteligível (das ideias) — perfeito, eterno, imutável, alcançado somente pela razão; mundo sensível — material, captado pelos sentidos, que nos enganam. Para Platão, não se pode confiar nos sentidos: o verdadeiro conhecimento é racional. Alegoria da caverna — prisioneiros veem sombras projetadas na parede e as tomam por realidade. A caverna = ignorância, senso comum, aparência; sair da caverna = passar da ignorância ao conhecimento verdadeiro pela racionalidade. O ENEM adora relacionar a caverna a fake news e falta de senso crítico: é preciso pensamento crítico para superar interpretações baseadas só nas aparências. Aristóteles — discípulo de Platão, mas discorda do mestre: não se devem negar os sentidos — todo conhecimento se inicia pela experiência, e a razão vai além dela. A experiência é fundamental. Animal político — o homem não é um animal qualquer: é voltado à pólis, faz leis e busca o bem comum; as virtudes humanas se cultivam em coletividade. Eudaimonia — tudo o que existe tem uma finalidade, uma excelência: a do olho é enxergar, a do relógio é marcar a hora. A finalidade maior do ser humano é a felicidade (eudaimonia), que é o mesmo que ser ético — não a riqueza nem os prazeres imediatos. Dica de prova — ao ler o texto filosófico, identifique primeiro o problema discutido (conhecimento? ética? política?): a palavra-chave da resposta costuma estar ligada a ele. Diálogo e perguntas → Sócrates; sombras e aparência → Platão; experiência, felicidade e pólis → Aristóteles.