Reta Final ENEM

América Pré-Colombiana e Colonização

Reta Final ENEM · Aula 45 de 78 · História

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Resumo da aula

Recorrência — América pré-colombiana e colonização espanhola caíram em TODAS as edições do ENEM de 2020 a 2025: incas, sociedades originárias, etnocentrismo, exploração indígena, cartografia e navegações. Contexto das navegações — colonizar depende da formação dos Estados nacionais. Portugal se torna absolutista com a Revolução de Avis (1383–1385) e navega desde 1415, com a conquista de Ceuta. A Espanha só se forma em 1492, com a Guerra de Reconquista e a união de Isabel de Castela e Fernando de Aragão contra o Reino de Granada — e navega logo depois. Os limites são fixados pelo Tratado de Tordesilhas (1494), 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Astecas (mexicas) — Vale do México, organizados em cidades-estados, cada uma com seu Tlatoani, em monarquia teocrática. Tenochtitlán chegou a 300 mil habitantes, quase dez vezes o tamanho de uma cidade europeia da época. Sociedade estratificada, militarizada e expansionista; politeístas, com deuses ligados à natureza (Quetzalcóatl, Tláloc); agricultura em chinampas e base alimentar de milho. Foram destruídos por Hernán Cortés a partir de 1519 — armas de fogo, fome e, sobretudo, doenças como a varíola. Maias — Península de Yucatán, com origem por volta de 3000 a.C., entre as civilizações mais antigas da América. Também em cidades-estados, com reis e sacerdotes, mas não expansionistas. Grandes astrônomos e matemáticos. Já estavam em decadência quando os espanhóis chegaram, em boa parte pela pressão asteca. Incas — Cordilheira dos Andes, do Equador ao Chile. Diferente dos outros dois, tinham poder CENTRALIZADO no Sapa Inca, imperador visto como o deus Sol. Não havia escravos: todos deviam a mita, trabalho compulsório para o Estado em troca de proteção. Agricultura em terraços, base de batata, e ouro usado por ser dourado — representação do Sol —, não como moeda. O império se chamava Tawantinsuyu, "as quatro partes", ou suyus. Mosaico cultural inca — os povos dominados eram obrigados a adotar o quéchua, adorar o Sapa Inca e o Sol e pagar as taxas em horas de trabalho, mas PODIAM continuar cultuando seus deuses locais e falando suas línguas nativas. Daí a postura descrita como flexível quanto aos costumes religiosos — sem que isso signifique tolerância tributária, já que o trabalho para o imperador era obrigatório. Administração da América Espanhola — vice-reinos onde havia ouro e capitanias gerais onde não havia; territórios conquistados eram "adelantados" e o colono recebia a capitulação. As cidades eram governadas pelos cabildos, as câmaras municipais. Trabalho compulsório — mita (trabalho forçado e catequização no próprio lugar) e encomienda (deslocamento de indígenas para trabalho forçado em outra região). Sociedade estamental — chapetones (espanhóis nascidos na Espanha) no topo, com todos os privilégios; criollos, descendentes nascidos na América, uma elite sem os mesmos direitos; e abaixo a maioria: indígenas, mestiços e africanos. A América Espanhola teve menos africanos escravizados porque a Espanha, ao contrário de Portugal, não tinha colônias na África. Corsários — Inglaterra e Holanda, fora do pacto colonial, saqueavam os navios espanhóis. Francis Drake, protegido pela rainha Elizabeth I, atacou o ouro do Peru, do Panamá e do Chile — e desses saques nasceu o primeiro entreposto inglês ultramarino. Os ingleses não reconheciam o Tratado de Tordesilhas. Etnocentrismo — o termo "índio" é uma construção da conquista: europeus desinteressados pela diversidade nomearam da mesma forma povos totalmente distintos, como tupinambás e astecas. Documentos do século XVI também usavam "brasis" e "negros da terra". Reconhecer esse apagamento é reconhecer uma compreensão etnocêntrica das populações dos territórios conquistados.