Reta Final ENEM

Brasil Colônia

Reta Final ENEM · Aula 35 de 78 · História

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Resumo da aula

Brasil Colônia — de 1530, a expedição de Martim Afonso, até 1822, a independência. Tema muito recorrente no ENEM, com duas questões só na edição de 2025. Período pré-colonial (1500–1530) — o Brasil servia apenas de ponto de parada. Os portugueses trocavam quinquilharias por madeira pau-brasil com os ameríndios, no escambo, e mantinham só feitorias e fortificações no litoral. Não havia estrutura colonial. Capitanias hereditárias (1530–1549) — modelo DESCENTRALIZADO: o rei divide o território em 15 lotes entregues a 12 donatários, no regime de sesmarias (tornar a terra útil). Só duas prosperaram — São Vicente, de Martim Afonso, e Pernambuco, de Duarte Coelho —, ambas com açúcar. O sistema fracassou. Governo-Geral (a partir de 1549) — modelo CENTRALIZADO: o governador-geral representa o rei em solo brasileiro, arrecada impostos, distribui terras e administra a colônia. Com Tomé de Sousa chegam os jesuítas, ordem da Contrarreforma fundada por Inácio de Loyola, e é fundada Salvador, a primeira capital, escolhida por ficar no centro do litoral produtor. Os cargos locais ficavam com os "homens bons": capitão-mor (defesa), ouvidor-mor (justiça) e provedor-mor (administração). Pacto colonial — a colônia fornece matérias-primas (açúcar, metais, gêneros tropicais) e a metrópole fornece manufaturados e mão de obra escravizada, com monopólio do comércio. Ciclo do açúcar (séculos XVI–XVII) — o macete é "o açúcar é doce como o MEL": Monocultura, Mão de obra escravizada e Latifúndio, o sistema de plantation. Sociedade estamental e patriarcal, em que o nascimento define o lugar social e não há mobilidade. Entre os extremos ficam os trabalhadores livres — mestiços, filhos de portugueses com indígenas e africanos —, que trabalham mas não têm acesso à terra. Escravidão e resistência — os portugueses não criaram a escravidão, que já existia na África, mas a transformaram em comércio intercontinental. A resistência foi permanente: fugas e quilombos, suicídios, infanticídio e o sincretismo religioso, como a umbanda, que preservava elementos africanos sob aparência cristã. A Igreja tratava o indígena como alma a catequizar e o africano como coisa — justificativa usada até para os maus-tratos. União Ibérica (1580–1640) — com a morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir, sem herdeiro, Filipe II da Espanha assume Portugal. Duas grandes consequências: as invasões holandesas e a expansão territorial. Invasões holandesas — inimigos da Espanha, os holandeses atacam Salvador (1624) e depois Pernambuco, onde ficam 24 anos sob Maurício de Nassau, aperfeiçoando a produção. Expulsos em 1654, levam a técnica para as Antilhas e passam a produzir açúcar melhor e mais barato — daí a CRISE do ciclo açucareiro. Expansão territorial — sem sentido em manter o Tratado de Tordesilhas com tudo sob a mesma coroa, quatro fatores empurram as fronteiras: a pecuária (Sul), as drogas do sertão (Norte — cacau, canela, castanha, baunilha), as bandeiras (de apresamento, de prospecção mineral e de sertanismo de contrato) e as missões jesuíticas. O Tratado de Madri consolida o mapa que conhecemos. Ciclo do ouro (século XVIII) — o ouro achado em Minas Gerais por volta de 1702 gera interiorização, leve mobilidade social, urbanização e comércio interno; no governo do Marquês de Pombal a capital muda de Salvador para o Rio de Janeiro. A carga tributária — quinto, derrama, capitação, fintas — sufoca os mineradores. Revoltas — nativistas (Beckman, Emboabas, Guerra dos Mascates, Felipe dos Santos), por disputa de mercado com os portugueses; e emancipacionistas (Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana), pela carga tributária da Era Pombalina — a Baiana mais radical, por querer também o fim da escravidão. A Revolução Pernambucana de 1817 responde aos impostos do Período Joanino (1808–1820).