Reta Final ENEM
Brasil Império
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Brasil Império (1822–1889) — conteúdo de História que mais caiu nas últimas edições do ENEM. Divide-se em três fases: Primeiro Reinado (1822–1831), Período Regencial (1831–1840) e Segundo Reinado (1840–1889). Foi a terceira experiência imperial das Américas, após Haiti (Dessalines) e México — o único país do continente a manter monarquia duradoura, enquanto todos os demais adotaram repúblicas.
Primeiro Reinado (1822–1831) — Dom Pedro I rompe o pacto colonial (com indenização paga a Portugal). Dissolve a Constituinte da Mandioca (1823), que previa voto censitário baseado na produção de mandioca, e outorga a Constituição de 1824: monarquia constitucional hereditária com quatro poderes — o Poder Moderador, exclusivo do imperador, limitava Executivo, Legislativo e Judiciário, centralizando o poder (e havia o padroado régio). Foi a primeira das três Constituições outorgadas do Brasil (1824, 1937 e 1967/69).
Instabilidade do Primeiro Reinado — Confederação do Equador (1824, elite pernambucana contra a Constituição outorgada); Guerra da Cisplatina (1825–1828), com perda da região e origem do Uruguai; Questão Sucessória com Dom Miguel pelo trono português; crise econômica com falência do Banco do Brasil; Noite das Garrafadas (1831). Resultado: abdicação de Dom Pedro I em 1831 em favor do filho menor de idade.
Período Regencial (1831–1840) — para Boris Fausto, a primeira "microexperiência republicana": elites agrárias disputam o poder por três partidos (Liberal Moderado, Liberal Exaltado e Conservador/Restaurador). Sequência: Regência Trina Provisória, Trina Permanente, Una de Feijó e Una de Araújo Lima. O Ato Adicional (1834) suspende o Poder Moderador, cria assembleias legislativas provinciais e instaura a Regência Una — onda federalista que provoca as revoltas regenciais: Cabanagem (PA), Malês e Sabinada (BA), Farroupilha (RS/SC) e, no regresso conservador, a Balaiada. A Guarda Nacional arma as elites agrárias e é raiz do coronelismo. Araújo Lima recentraliza com a Lei Interpretativa do Ato Adicional (1840); em reação, o Clube da Maioridade articula o Golpe da Maioridade (1840), antecipando a coroação de Dom Pedro II.
Segundo Reinado (1840–1889) — estabilidade até 1870 pela alternância entre Luzias (liberais) e Saquaremas (conservadores) sob arbítrio do imperador. Ciclo do café (Vale do Paraíba/Oeste Paulista) impulsiona a grande imigração e o surto industrial da Era Mauá (telégrafo, transporte coletivo, iluminação pública). Lei de Terras (1850) substitui as "úteis posses"/sesmarias pela compra à vista: pequenos posseiros perdem terras e o Estado consolida o latifúndio. Abolição gradual: Lei Eusébio de Queirós (1850, fim do tráfico), Ventre Livre (1871) e Sexagenários — "leis para inglês ver" — até a Lei Áurea (1888).
Crise do Segundo Reinado (pós-1870) — questão militar (Guerra do Paraguai, 1864–1870: escravizados "Voluntários da Pátria" libertos e Exército pressionam contra a escravidão), questão aristocrática (leis abolicionistas afastam os proprietários de terra) e questão religiosa (Dom Pedro II, grão-mestre maçom, desobedece o Sílabo de Pio IX e rompe com a Igreja). Somadas ao movimento republicano do PRP (1870), culminam na Proclamação da República em 15/11/1889.
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