Reta Final ENEM
Idade Contemporânea e Relações Internacionais
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Idade Contemporânea — tudo a partir de 1789 (Revolução Francesa). No ENEM aparece como tema transversal: imperialismo, migrações, guerras, conflitos por terra, ditaduras latino-americanas, circulação de informação — quase sempre conectado à realidade brasileira. Dica: identifique no texto o contexto, o lugar e a relação cobrada.
Revolução Francesa (1789–1799) — derruba o absolutismo de Luís XVI e marca a ascensão da burguesia ao poder e o início da fase republicana. Fases: Assembleia Nacional Constituinte (1789–91, queda da Bastilha, Grande Medo), Monarquia Constitucional (1791–92), Convenção jacobina / Terror (1793–95, guilhotina, execução do rei) e Diretório da alta burguesia girondina (1795–99). Começa popular e termina burguesa. Legado: liberdade, igualdade, fraternidade, propriedade privada, nacionalismo.
Era Napoleônica (1799–1815) — do Golpe de 18 Brumário a Waterloo: Consulado, Império e Cem Dias. Napoleão espalha pela Europa o ideário liberal-burguês; a fuga de D. João para o Brasil (1808) é consequência direta. O Congresso de Viena tenta restaurar as monarquias.
Século XIX, "era das revoluções" (Hobsbawm) — liberalismo econômico e político, nacionalismo, ascensão burguesa e, em resposta, as ideias operárias: socialismo utópico (Owen), socialismo científico (Marx) e anarquismo (Bakunin). Ondas revolucionárias de 1820, 1830 e 1848 (Primavera dos Povos); unificações da Itália (1861) e da Alemanha (1871).
Imperialismo — potências tradicionais (Inglaterra, França) × emergentes (Alemanha, Itália, EUA após a Guerra de Secessão, Japão após a Era Meiji) disputam mercados e territórios; a Conferência de Berlim partilha a África. EUA: a Guerra de Secessão (1861–65) abole a escravidão, mas as leis Jim Crow institucionalizam o racismo; Big Stick e Emenda Platt na América Latina.
Primeira Guerra Mundial (1914–18) — causas: imperialismo, revanchismos (França × Alemanha após 1871, partilha da África), pan-nacionalismos (pan-germanismo, pan-eslavismo) e a tensão nos Bálcãs. Tríplice Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria e Itália, que troca de lado em 1915) × Tríplice Entente (Inglaterra, França, Rússia). Consequências: Tratado de Versalhes culpa a Alemanha (terreno para o nazismo), Liga das Nações, frustração italiana (fascismo, 1918–19) e Revolução Russa (1917: Lênin até 1924, Stálin 1924–53).
Entreguerras e totalitarismos — liberais em crise e dependentes dos EUA (anos dourados) × URSS antiliberal × nazifascismo, a "terceira via" descrita por Hannah Arendt: antiliberal e anticomunista, Estado nacionalista que intervém na economia em favor da burguesia (extrema-direita), oposto ao estalinismo que abole a propriedade privada (extrema-esquerda). A Crise de 1929 derruba os liberais (inclusive a República Velha no Brasil) e fortalece os regimes totalitários: o século XX é a "era dos extremos". Guerra Civil Espanhola: Frente Popular antifascista × Falange de Franco, apoiada por Itália e Alemanha (Guernica).
Segunda Guerra Mundial (1939–45) — Eixo (Roma–Berlim–Tóquio) × Aliados (Inglaterra, França, URSS, EUA). Pacto Ribbentrop-Molotov e invasão da Polônia; Operação Barbarossa e Stalingrado (virada soviética); Normandia; Hiroshima e Nagasaki. O Brasil entra em 1942 (Vargas, DIP e propaganda) e luta em Monte Castelo. Holocausto e Tribunal de Nuremberg consolidam a condenação mundial ao nazismo. Ialta e Potsdam dividem a Alemanha.
Guerra Fria (1945–91) — conflito indireto, de propaganda, entre EUA e URSS. Fases: Stálin (1945–53: ONU, Israel, Revolução Chinesa, Guerra da Coreia), coexistência pacífica (de Khrushchov a Chernenko: corridas armamentista e espacial, contracultura e 1968, direitos civis, Revolução Iraniana) e Gorbachev (Glasnost e Perestroika, crise do socialismo). O Muro de Berlim (1961–89) é o símbolo; fim da URSS em 1991.
EUA na América Latina — Big Stick (intervenção militar, séc. XIX–início do XX), Política da Boa Vizinhança (investimentos na Segunda Guerra, aproximação com Vargas; populismos) e, na Guerra Fria, apoio a ditaduras (Brasil 1964, Chile de Pinochet, Argentina, Uruguai; Operação Condor). Revolução Mexicana: bandeira da reforma agrária.
Como o ENEM cobra — via temas brasileiros contemporâneos: SUS e Constituição de 1988 (caráter universalista e igualitário), estratégias territoriais e comerciais de quilombolas, expansão de frentes pioneiras na Amazônia à revelia do Estado. Leia o comando e ligue o caso brasileiro ao contexto internacional.
Questões comentadas
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