Reta Final ENEM

Idade Média

Reta Final ENEM · Aula 69 de 78 · História

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Resumo da aula

Idade Média no ENEM — cerca de uma questão por edição, às vezes dividida com Filosofia. O que mais cai: vida cotidiana e sociedade estamental sob visão teocêntrica, relações entre os grupos sociais, ordens religiosas (franciscanos, ordens militares), crescimento das cidades e das universidades, Cruzadas e o conhecimento medieval. Dica: identifique no texto se o assunto é campo/feudo, cidade/burgo, Igreja ou Cruzada. Recorte e divisão — de 476 (queda do Império Romano do Ocidente) a 1453 (queda de Constantinopla, fim do Império Bizantino). Alta Idade Média (séc. V–X): bizantinos, árabes, francos e, no séc. IX, a formação do feudalismo. Baixa Idade Média (séc. X–XV): apogeu do feudalismo (X–XII) e crise (XIII–XV). Império Bizantino — herdeiro do Império Romano do Oriente, capital Constantinopla (Bizâncio). O basileu era imperador e chefe da Igreja ao mesmo tempo: cesaropapismo. Justiniano (séc. VI) reorganizou o direito romano em bases cristãs (Código de Justiniano). No séc. VIII, o imperador Leão III proibiu o culto às imagens (iconoclastia, "quebra de imagens"), aprofundando o atrito com Roma. As disputas culminaram em 1054 no Cisma do Oriente: separação entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa Grega. Árabes e Islã — os árabes são povo semita (na tradição bíblica, descendem de Ismael, filho de Abraão; os hebreus, de Isaque). Eram tribos seminômades e politeístas da Península Arábica até Maomé (n. 570 em Meca). Em 622 a Hégira, fuga de Meca para Yatreb (Medina, "cidade do profeta"), marca o início do calendário muçulmano; depois Maomé retoma Meca, que vira o centro religioso. Alcorão = livro sagrado; islamismo = religião; muçulmano = fiel; árabe = povo. Após a morte de Maomé, os califas lideraram uma expansão fulminante: Oriente Médio e norte da África (séc. VII–VIII) e Península Ibérica (711). Cisma islâmico: xiitas (só o Alcorão, líderes descendentes de Maomé; hoje Irã) × sunitas (Alcorão + Suna, tradição dos califas; maioria). Jihad é o "esforço" que também justificou guerras de expansão, assim como as Cruzadas para os cristãos. Legado árabe: preservação e tradução de textos gregos, álgebra, trigonometria, algarismos, difusão de papel, bússola e pólvora; mesquitas, arabescos e minaretes. Francos — povo germânico cristianizado que se tornou o braço armado da Igreja de Roma. Dinastia merovíngia: Clóvis (batismo, unificação das tribos) delega terras a nobres de confiança, os prefeitos do palácio; o último rei, Childerico III, era o "rei indolente". Carlos Martel, prefeito do palácio, venceu os muçulmanos em Poitiers (732) e barrou o avanço islâmico na Europa. Dinastia carolíngia: Pepino, o Breve, expulsa os lombardos e doa terras ao papa (Patrimônio de São Pedro, origem dos Estados Papais), afastando Roma de Bizâncio; Carlos Magno (coroado imperador em 800) faz a maior expansão do reino, cria as leis capitulares, o Renascimento Carolíngio (mosteiros, monges copistas, escolas) e distribui terras (feudos) a nobres em troca de fidelidade; Luís, o Piedoso, enfrenta as segundas invasões bárbaras (vikings, húngaros/magiares e árabes, séc. IX), que enfraquecem o poder central e fortalecem os senhores locais: nasce o feudalismo. Feudalismo (séc. IX em diante) — economia rural e autossuficiente (feudo produz o que consome, sem excedente), relações de suserania e vassalagem entre nobres e servidão no campo. Sociedade estamental e trifuncional: clero (os que rezam), nobreza (os que lutam: senhor feudal e cavaleiro) e camponeses (os que trabalham). Posição definida pelo nascimento, sem mobilidade nem casamento entre estamentos. Mentalidade teocêntrica; a Igreja detém o saber e as primeiras escolas e universidades ficam sob seu controle. Apogeu (séc. X–XII) — arado de ferro, moinho de vento e rotação trienal de culturas elevam a produção; a população cresce e transborda dos feudos para vilas e burgos fortificados (muros, castelos, torres). Neles vive quem comercia: o burguês, embrião da burguesia. Renascem as cidades, as rotas comerciais, as feiras, as corporações de ofício e as universidades (Bolonha, Paris), e a economia volta a ser monetária. Crise (séc. XIII–XV): o tripé fome, peste e guerra — fome pela pressão demográfica e crises climáticas; Peste Negra (1347–1351), trazida da Ásia pelas rotas comerciais (pulgas de ratos), mata cerca de um terço da Europa; guerras: Guerra dos Cem Anos (1337–1453, França × Inglaterra, disputa sucessória; Joana d''Arc une camponeses e nobres franceses; resultado: fortalecimento da monarquia francesa e, na Inglaterra, a Guerra das Duas Rosas, Lancaster × York, que leva os Tudor ao trono). Cruzadas (1095–1291) — convocadas por Urbano II em 1095 para retomar a Terra Santa; oito cruzadas oficiais (as quatro primeiras são as mais cobradas) e cruzadas populares (dos Mendigos, das Crianças). Geraram ordens religiosas militares, o "monasticismo guerreiro": Templários, Hospitalários, Teutônicos. A Quarta Cruzada (1204) desviou-se e saqueou Constantinopla: enfraqueceu Bizâncio (que cai em 1453) e enriqueceu as cidades italianas (Veneza, Gênova), cuja burguesia financiaria o Renascimento. Na Península Ibérica, a Reconquista formou Portugal e Espanha. Consequências gerais: reabertura do Mediterrâneo, comércio, cidades, contato com o Oriente — aceleram o fim do feudalismo. Pegadinhas — cesaropapismo é Bizâncio (imperador = chefe da Igreja); Cisma do Oriente (1054) ≠ Reforma Protestante (1517); feudalismo só se consolida no séc. IX; burgo/cidade = comércio, moeda, muralhas e corporações; Cruzadas são causa de mudança (comércio, cidades), não de "descentralização"; sociedade trifuncional = os que rezam, lutam e trabalham.