Reta Final ENEM

Existencialismo: Liberdade e Condição Humana (Sartre e Beauvoir)

Reta Final ENEM · Aula 42 de 78 · Filosofia

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Resumo da aula

Existencialismo no ENEM — corrente do séc. XX muito cobrada por meio de reportagens, trechos literários e situações do cotidiano sobre identidade, escolhas, preconceito, papéis de gênero, direitos humanos e autonomia. Conceitos-chave: existência × essência, liberdade, responsabilidade, autenticidade, má-fé, condição humana, alteridade. Autores: Sartre e Simone de Beauvoir; às vezes Camus e Kierkegaard. Contexto — nasce depois das duas guerras mundiais, em meio a crises políticas, avanço tecnológico e crescimento das cidades; pergunta pelo sentido da existência: o que é ser livre? Há um sentido predeterminado para a vida? Como construímos quem somos? "A existência precede a essência" (Sartre) — essência é o que define de antemão o que algo é (a tesoura já nasce tesoura; o animal segue o instinto). O ser humano não tem essência prévia: primeiro existe — é consciência capaz de sair de si e pensar a si mesmo — e só depois se define pelo que faz. Nada o determina de antemão; ele se constrói pelas escolhas. Liberdade e responsabilidade — "o homem está condenado a ser livre": não escolher já é uma escolha; mesmo privado de liberdade externa, o sujeito continua decidindo. Se sou livre, sou responsável: não posso atribuir minhas ações ao destino, à natureza, à sociedade ou à vontade de outro. Má-fé — o autoengano de quem nega a própria liberdade e transfere a responsabilidade ("todo mundo fez", "não tive escolha", "minha família esperava isso"). Não é mentir para os outros: é mentir para si mesmo para não assumir as consequências de ser livre. Autenticidade é o contrário: assumir as escolhas como suas. Simone de Beauvoir — "O Segundo Sexo": "ninguém nasce mulher, torna-se mulher". Se não há essência, as características atribuídas às mulheres (fragilidade, submissão, vocação doméstica, inferioridade intelectual) e aos homens não nascem com eles: são construções históricas e sociais — papéis de gênero. Beauvoir discute os papéis sociais, não a biologia. Daí a alteridade (reconhecer o outro), que desemboca em direitos humanos, diversidade, combate ao preconceito e cidadania. Como cai — construção da identidade, racismo e preconceito, escolhas profissionais, redes sociais e algoritmos, autonomia, direitos das mulheres: o aluno precisa reconhecer que identidade e liberdade são construídas histórica e socialmente e que, mesmo condicionado, o indivíduo permanece responsável pelo que escolhe. Pegadinhas — existencialismo não é pessimismo: sem essência pronta, o sentido é construído; liberdade implica responsabilidade; má-fé = negar a responsabilidade pelas escolhas; condicionamentos sociais influenciam, mas não eliminam a escolha (alternativas com "totalmente/exclusivamente" costumam estar erradas); Beauvoir fala de papéis sociais de gênero, não de diferenças biológicas.