Reta Final ENEM

Idade Moderna

Reta Final ENEM · Aula 11 de 78 · História

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Resumo da aula

Idade Moderna — período de 1453 (queda de Constantinopla) a 1789 (Revolução Francesa). É a transição do feudalismo para o capitalismo, marcada pela ascensão da burguesia. O ENEM cobra o tema de forma interdisciplinar (história, sociologia, filosofia, geografia) e explora a simultaneidade dos processos: absolutismo, Renascimento, navegações, Reforma e Contrarreforma ocorrem ao mesmo tempo. Renascimento — movimento artístico-cultural nascido na Itália (do Trecento, séc. XIV, ao séc. XVI), que substitui o teocentrismo medieval por valores humanistas. Não nega a Igreja: humaniza o sagrado. Liga-se à urbanização, ao comércio e à burguesia; passagem do geocentrismo ao heliocentrismo. Mnemônico CARINHO: Classicismo (valores greco-romanos), Antropocentrismo, Racionalismo, Individualismo, Hedonismo, Otimismo. Absolutismo — centralização do poder no rei, apoiado pela burguesia (financia o Estado), pela nobreza submissa e pela Igreja (legitima o trono). Poder hereditário e de direito divino (o rei governa porque Deus permite), intolerância religiosa, exército próprio. Teóricos: Maquiavel (O Príncipe — rei acima da ética), Bodin (A República) e Bossuet (Política Segundo as Sagradas Escrituras) — direito divino; Hobbes (Leviatã) — rei necessário contra a maldade natural humana. Mercantilismo — prática econômica absolutista: metalismo (acúmulo de ouro e prata), balança comercial favorável (exportar mais, importar menos), protecionismo alfandegário, monopólios e colônias fornecedoras de matérias-primas. Estados nacionais — Portugal pioneiro (Revolução de Avis, séc. XIV: D. João de Avis + arraia-miúda + burguesia); Espanha (Reconquista contra os mouros; união de Fernando e Isabel); França (vitória na Guerra dos Cem Anos; ascensão dos Valois); Inglaterra (derrota na Guerra dos Cem Anos → Guerra das Duas Rosas → dinastia Tudor, Henrique VII). Reforma Protestante — reação à venda de indulgências e ao monopólio religioso católico. Luteranismo (Lutero, Wittenberg, 95 teses, apoio dos príncipes alemães): salvação pela fé e livre leitura da Bíblia. Calvinismo (Calvino, na Suíça): predestinação — trabalho, riqueza e saúde como sinais de eleição; base da ética burguesa/capitalista (análise de Max Weber). Anglicanismo (Henrique VIII, Ato de Supremacia): ruptura com o papa após a negativa de anulação do casamento com Catarina de Aragão, somada à insatisfação com tributos a Roma. Contrarreforma — resposta católica: Index (livros proibidos), Tribunal do Santo Ofício (Inquisição contra protestantes) e Companhia de Jesus (jesuítas catequizando ameríndios). Iluminismo — sécs. XVII-XVIII, transição para a Idade Contemporânea; anticlerical, antiabsolutista, de valores burgueses. Locke (liberalismo, propriedade privada), Descartes e Bacon (razão e empirismo), Newton (gravidade), Rousseau (contrato social — base da democracia: liberdade, igualdade, fraternidade), Montesquieu (três poderes, base da república), Voltaire (liberdade de expressão), Diderot (Enciclopédia). Revolução Americana — primeira independência da América, fruto do Iluminismo. Treze Colônias: norte/centro (policultura, minifúndio, trabalho livre, mercado interno) x sul (MEL: Monocultura, Escravidão, Latifúndio; mercado externo). Após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), a Inglaterra impõe leis restritivas (Melaço, Açúcar, Selo, Chá, Aquartelamento) e Leis Intoleráveis → Festa do Chá de Boston → congressos da Filadélfia → Declaração de Independência (1775/76, Jefferson e Washington) e guerra (1776-1781). A Constituição traz república (Montesquieu), propriedade (Locke) e democracia (Rousseau), mas com voto censitário: só homens brancos e ricos — excluídos mulheres, pobres, escravizados e indígenas.