Reta Final ENEM

Teoria do Conhecimento (Epistemologia)

Reta Final ENEM · Aula 49 de 78 · Filosofia

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Resumo da aula

Epistemologia — palavra grega que significa estudo da ciência, do verdadeiro conhecimento. É a área da Filosofia que pergunta o que é conhecer, o que torna um conhecimento seguro e como a ciência produz conhecimento. Os quatro nomes que mais caem no ENEM: Descartes, Bacon, Hume e Popper. Conhecimento × opinião — opinião e crença são perspectivas pessoais, convicções sem provas: o senso comum. Não há problema em tê-las, mas, confrontadas com a ciência — conhecimento provado, testado, verificável e sujeito à crítica —, elas se enfraquecem. Ciência e opinião não são equivalentes. Racionalismo — confiança no poder da razão, herança que vem desde os gregos. Pegadinha: o racionalismo não rejeita completamente a experiência — ele privilegia a razão. Descartes (racionalista) — dúvida metódica: método = caminho; o caminho é duvidar de tudo (tradições, opiniões, autoridades, sentidos) em busca de um saber do qual ninguém possa duvidar. Dúvida hiperbólica: duvidar até da própria existência — argumento do sonho: sinto as mesmas coisas dormindo e acordado, logo os sentidos não distinguem a verdadeira realidade. A certeza que resta: quem pensa que tudo é falso nunca deixou de pensar — "penso, logo existo". Conhecimento seguro alcançado pela razão, sem depender dos sentidos. Empirismo — o contrário do racionalismo: todo conhecimento vem da experiência, passa pelos sentidos. Francis Bacon (empirista) — método da indução: testar, testar, testar até chegar a uma conclusão geral (ouro, prata, bronze e ferro dilatam com o calor → todo metal dilata com o calor). Teoria dos ídolos: ídolo é o que nos engana — limitações humanas, educação recebida, ideologias e predisposições que atrapalham o cientista na busca do conhecimento; é preciso impedi-los de contaminar a pesquisa. David Hume (empirista e cético moderado) — todo conhecimento vem da experiência, mas nada garante que uma causa produzirá sempre o mesmo efeito. O que chamamos de causalidade é hábito, crença criada pela repetição: o sol nasceu todos os dias até hoje — isso NÃO garante que nascerá amanhã. Hume critica a certeza absoluta das generalizações construídas pela repetição de experiências particulares. Karl Popper (século XX) — critério de demarcação entre ciência e não ciência: a falseabilidade (falsificacionismo, refutabilidade). É científica a teoria aberta a ser falsificada, e o verdadeiro cientista tenta derrubar a própria tese. O que não pode ser falsificado — astrologia, psicanálise — não é ciência. Não existem verdades absolutas: a teoria que resiste aos testes segue válida como hipótese, nunca como verdade definitiva. Exemplo do próprio Popper: "todos os cisnes são brancos" — basta um cisne negro para refutar. O método científico admite revisão constante.