Reta Final ENEM

Urbanização

Reta Final ENEM · Aula 29 de 78 · Geografia

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Resumo da aula

Urbanização — crescimento das cidades acompanhado do aumento da proporção de população urbana em relação à rural. Um dos temas mais cobrados de Geografia (com população); no ENEM domina o trio urbanização brasileira, desigualdade socioespacial e gentrificação — com forte interpretação de texto e charge. Urbanização brasileira — acelera com Vargas (a partir de 1930): a Crise de 1929 derruba o café e força a substituição de importações, gerando empregos urbanos (Rio–São Paulo, depois BH, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador). Nos anos 1960–70 a Revolução Verde mecaniza o campo e expulsa trabalhadores (êxodo rural, agravado pelas geadas de 1975). Na cidade, água tratada, vacina e postos de saúde reduzem a mortalidade e elevam a expectativa de vida — o crescimento urbano não se explica só pelo êxodo. Êxodo rural e favelização — migração rápida e em massa de pessoas pobres e sem qualificação, que ocupam áreas vazias justamente por serem de risco (encostas, várzeas, lixões): expansão das favelas (aglomerados subnormais) e pressão sobre os serviços públicos. Pegadinha: favela não decorre só da pobreza, mas da falta de planejamento do Estado. Metropolização (1930–1990) — metrópoles: grandes concentrações populacionais, econômicas e políticas, centros de decisão. Hierarquia urbana do IBGE (REGIC 2018): São Paulo (grande metrópole nacional), Rio e Brasília (metrópoles nacionais), metrópoles, capitais regionais A/B/C, centros de zona. Campinas é a única metrópole que não é capital. O ENEM cobra sobretudo centralidade: quanto mais importante a cidade, mais serviços concentra. A macrocefalia urbana (Milton Santos) é a concentração excessiva de atividades em poucas metrópoles, alimentada pelo êxodo rural. Regiões metropolitanas — previstas na Constituição de 1967 e oficializadas pela Lei Complementar 14/1973: municípios que compartilham serviços (transporte, água, lixo, saúde) por causa do movimento pendular das cidades-dormitório. Desde 1988 são geridas pelos estados. Quando abrangem dois estados: RIDE (ex.: Petrolina–Juazeiro). Conurbação, megacidade, megalópole — conurbação: junção física das manchas urbanas (São Paulo–Osasco, Curitiba–São José dos Pinhais); as metrópoles se estenderam em áreas contínuas, com crescimento das periferias. Megacidade: mais de 10 milhões na área conurbada (São Paulo e Rio, também cidades globais). Megalópole (conurbação de metrópoles): conceito em desuso; nenhum documento do IBGE reconhece uma no Brasil — pegadinha. Desconcentração recente — desde os anos 1990 o crescimento dos grandes centros desacelera: a indústria se realoca para cidades médias e outras regiões (guerra fiscal, custo da metrópole), e cidades médias do Centro-Oeste crescem com agro e serviços. Desigualdade socioespacial — a cidade torna a desigualdade visível: áreas valorizadas com boa infraestrutura, empregos e serviços × periferias com serviços precários, longos deslocamentos e infraestrutura frágil. Gentrificação — "enobrecimento" de um bairro decadente mas bem localizado: revitalização, chegada de moradores de maior renda, valorização imobiliária, comércio caro e expulsão dos antigos moradores e comerciantes pelo custo de vida. Pode ser espontânea (mercado) ou induzida pelo poder público (projetos de "revitalização" de centros). Pegadinha: revitaliza, mas aumenta a desigualdade. Mobilidade urbana — deslocamento de pessoas na cidade (no Brasil, sobretudo ônibus). Problemas: congestionamento, transporte insuficiente, tempo perdido, poluição e segregação espacial. Soluções: corredores exclusivos/BRT (Curitiba pioneira, integrando transporte e planejamento urbano), metrô, ciclovias e planos diretores. Outros problemas urbanos — déficit habitacional e ocupações irregulares em áreas de risco; impermeabilização do solo (asfalto e concreto) agravando enchentes; ilhas de calor; resíduos mal descartados; violência. Desastres nas chuvas de verão decorrem da ocupação sem planejamento, não só do clima extremo. Pegadinhas clássicas — urbanização não é sinônimo de industrialização; crescimento urbano não é desenvolvimento; trânsito é falta de planejamento e excesso de veículos.